Portugal realiza eleição presidencial sob ameaça de mais um avanço da extrema direita na Europa

Entenda a seguir o papel do presidente português e o momento de instabilidade política pelo qual o país passa

Portugal realiza eleição presidencial sob ameaça de mais um avanço da extrema direita na Europa
Um homem dobra seu boletim de voto ao votar na eleição presidencial de Portugal em uma seção eleitoral em Lisboa, domingo, 18 de janeiro de 2026 / Imagem: AP/Armando Franca

O fato principal

Um número recorde de 11 candidatos disputa a eleição presidencial de Portugal neste domingo (18.jan.2026), e o líder de um partido populista tem chances reais de protagonizar mais um avanço político da crescente extrema direita na Europa.​

A ampla quantidade de candidatos torna improvável que alguém conquiste mais de 50% dos votos já no 1º turno. Isso levaria os 2 mais votados a disputar um 2º turno no mês que vem, no dia 8 de fevereiro de 2026.​

Esta votação definirá quem assumirá um mandato de 5 anos no “palácio cor-de-rosa” à beira do rio, residência oficial do presidente em Lisboa.​

Quase 11 milhões de pessoas estão aptas a votar, e a maior parte dos resultados é esperada para o fim do dia. O vencedor substituirá o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que já cumpriu o limite de 2 mandatos de 5 anos.​

As urnas abriram às 8h do horário local de Lisboa, num dia de tempo predominantemente ensolarado em todo o país, e devem fechar 12 horas depois.​